As bombas d’água de Berlim.

Muito presentes na paisagem da cidade, estas bombas sempre foram a alegria das crianças para brincar e dos cachorros para matar a sede, mas não é por isso que elas estão ali. O sentido da sua instalação e manutenção é a garantia de abastecimento de água em caso de uma catástrofe. A perfuração no solo para conseguir a água do lençol freático pode suprir a falta da água canalizada se houver algum acidente, guerra ou catástrofe natural que comprometa o sistema de abastecimento da cidade.

Elas são verdes, na maioria na maioria das vezes e estão nas ruas já ha mais de um século.

Durante a segunda guerra mundial foram instaladas mais delas para abastecer a cidade, já que o tratamento e tubulação teriam sido comprometidos pelos bombardeios. Depois disso elas foram mais implementadas no lado ocidental da cidade, devido à situação de ilha que ela se encontrava, por ficar cercada pelo muro e dentro a Alemanha oriental (RDA).

Neste período, os habitantes não deveriam ter que andar mais que 250 metros até a bomba mais próxima. A Berlim oriental já não tinha esta preocupação, por isso não instalou e nem manteve as suas. Quando o muro caiu, no lado ocidental existiam mais de 1100 bombas contra apenas 90 do lado oriental. Nso anos seguintes foram instaladas mais 900 bombas no lado leste da cidade. Hoje Berlim conta com 2100.

Muitas delas não fornecem água potável mesmo, e isso é avisado por meio de uma placa fixada na própria bomba, mas existem mais de 30 milhões de pastilhas de desinfecção para o caso de emergência.

Para se manterem úteis e em funcionamento, elas precisam ser usadas. Então não se intimidem se encontrarem delas pelas ruas de Berlim. Bombeiem água. Não significa desperdício, mas uma parte da manutenção, pois evita que elas se enferrujem e promove ao mesmo tempo a limpeza de bactérias que se alojam nos tubos

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