A fundação Zero apresenta, na Martin-Gropius -Bau, em Berlim, a exposição Zero, a mais abrangente até agora desde que o movimento surgiu. São mais de 200 obras expostas e são pinturas, arte de energia cinética, instalações, performances, filmes, publicações.

O movimento ZERO, foi um movimento artístico de vanguarda internacional que, no final da década de 1950 e início da década de 1960, por meio de arranjos pictóricos dispostos em série e estruturas de luz vibratórias, alterou de forma decisiva a arte do período pós-guerra. Tratou-se de uma abertura e uma revisão de linguagens e conceitos artísticos nos anos de 1950 e 1960.

O dia 11 de abril de 1957 foi o marco inicial de uma época, pois foi naquele dia que dois jovens artistas de Düsseldorf abriram as portas de seu atelier e proclamaram o reinício da arte no pós-guerra. Assim nascia o ZERO. Otto Piene, Heinz Mack e, um pouco mais tarde, Günther Uecker foram os nomes que marcaram o início desta nova vanguarda, por meio de uma série de exposições noturnas no atelier  na Rua Gladbacher, número 69, em Düsseldorf. Naquele momento de ruptura, eles definiam como ZERO um recomeço tanto nas artes quanto na história, incluindo uma emancipação dos gêneros clássicos e de princípios artísticos tradicionais.

Forma-se no estado da Renânia um cenário dinâmico que transcende as fronteiras. Na intensa rede de relações de artistas, que organizam coletivamente exposições históricas, como Azimut (Milão), Nul (Holanda) e ZERO (Düsseldorf), a exposição ZERO enfoca as relações entre artistas alemães e sul-americanos. Artistas sul-americanos de renome internacional, como Lucio Fontana (Argentina/Itália) ou Almir Mavignier (Brasil/Alemanha) incluem-se no círculo restrito de curadores ativos em Milão, Veneza e Zagreb, assim como o venezuelano Jesús Rafael Soto, que vive em Paris.

A exposição vai de 21.03.2015 bis 08.06.2015 . O Martin-Gropius-Bau – Niederkirchnerstraße 7, 10963 Berlin

Fonte da foto: http://espacohumus.com/zero/

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