Através do cronograma disponibilizado pela Maristela, e com todas as informações passadas por ela, foi possível saber que a viagem seria repleta de visitas e bastante conhecimento. Porém, devido a experiência que tenho com o curso de Arquitetura e Urbanismo da cidade de Uberlândia, não conseguia me desprender da ideia de que seria um curso normal. Quando digo normal falo sobre cadeiras e mesas, aulas, computadores, apresentações, palestras e um professor à frente de seus alunos, deixando as visitas e a rua como segundo plano ou como uma conclusão do que seria aprendido dentro de uma sala fechada. Mas não foi dessa forma que aconteceu.

O curso demonstra para o que veio desde o primeiro dia. O contato direto com o urbanismo, a cidade e a história, fazem dessa experiência única para todos que participam. Nada mais gratificante para um estudante dessa área do que ver tudo aquilo que está sendo dito e poder sentir e vivenciar ao mesmo tempo aquilo que é passado. Sem contar que os profissionais responsáveis por nos acompanhar sempre se colocaram à disposição dos estudantes para responder qualquer pergunta, se comportando mais como parceiros do que como “autoridades”.

O contato com a cidade foi muito diverso e nos colocamos em diversas situações que não imaginamos passar. Tivemos momentos muito positivos e outros que a princípio não foram tão bons assim, como andar de bicicleta embaixo de uma chuva forte com diversas dificuldade corporais, mas entendo tudo como parte do processo. Podemos dizer que por uma semana fomos parte da cidade de Berlim.

E pode parecer pouco uma semana, mas a carga de conhecimento que é passada e tudo que acontece durante esse período faz essa semana se tornar muito maior do que parece, se tornando uma semana muito intensa e única.

Laís Reis, aluna do curso de arquitetura da Universidade Federal de Uberlândia.

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