É um dos exemplos de áreas que se desenvolveram intra-muro (muro que dividia a cidade em duas e circundava a Berlim ocidental), de forma bastante peculiar e foi transformada num dos mais belos e visitados parques de Berlim.

Trata-se de uma antiga gleba da estrada de ferro, que as estações foram destruídas nos bombardeios e seus restos ficaram abandonados desde a 2.guerra mundial. Esse abandono significou o sossego necessário para a vegetação se desenvolver espontaneamente e poder desenvolver um biótopo típico de áreas abandonadas, incomum, entre o aço, concreto e pedra. Não havia camada de húmus na área esquecida e, portanto, nenhum solo que pudesse reter a água da chuva. A selvagerização que avançava rapidamente era ainda mais surpreendente. Os galpões de motores e as pequenas construções desapareceram na mata. Musgos, ervas, robineas, árvore dos deuses chineses e carvalhos, raposas e martas, coelhos, lebres e esquilos povoavam a área, assim como também abelhas, gafanhotos e grilos. Ocorriam ali tours ecológicos e a população se organizava para pensar essa área e também defendê-la da ocupação. 413 espécies de plantas diferentes. 112 espécies de borboletas.

A construção do Bairro em torno da Potsdamer Platz, que ocupou uma gleba ampla vizinha ao muro a alguns 100 metros dali, nos anos de 1990, e a consequente impermeabilização intensa do solo, demandou medidas de compensação. Ou seja, os empreendedores da nova construção da Potsdamer Platz foram obrigados a compensar o que impermeabilizaram com a produção de novas áreas verdes.

A transformação da área em parque foi a forma de compensação adotada. Muito criticada na época, pois a área verde já existia, não se plantou uma nova, mas apenas foi trabalhada e transformada em um parque por meio de um projeto paisagístico e essa transformação, essa obra pronta, foi doada para o público.

ARQUITETURA BERLIM

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